terça-feira, 12 de outubro de 2010

Essa vai pra tia Célia. Em breve sai do forno uma quentinha sobre a tv nova que desliga misteriosamente...

Um baquinho, um violão. Uma cômoda, um colchão...

A narrativa de uma família que saiu atrás de uma cama e voltou com duas camas, uma mesa de jantar e um banquinho – que juraram ser presente para um bebê de cinco meses...

Comprar movéis não parece ser uma situação inusitada até quatro pessoas resolverem começar uma busca por uma cama...
A pessoa quer comprar uma cama e pede uma opinião para a família. Entra no carro, pega o namorado e vai buscar a mãe - que neste contexto eleva-se automaticamente à categoria de sogra. Em seguida vão ela, o namorado e a mãe, ou sogra, como você achar melhor, pegar a irmã. Agora já são a tal, o namorado, a mãe e a irmã no carro, partindo para Teresópolis, onde fica a tão esperada loja de móveis. Imagina a situação desse sujeito. Adiantando um pouco o rumo desta prosa chegamos ao carro, já na volta desta aventura. Quem queria comprar a cama, comprou. A irmã, que foi apenas para dar uma opinião, comprou uma mesa de jantar. Sim, e com oito lugares, para caber a mãe, a irmã, a sogra, o papagaio e o periquito. Isso se mesa em questão coubesse na sala do apartamento. Mais tarde ficamos sabendo que não foi o caso. A terceira pessoa, a mãe, que foi praticamente arrastada para um passeio em Teresópolis – as pessoas insistem em não a deixar acompanhar a novela sem interrupções – comprou uma cama também. Ah, e o colchão, claro, já que não agüentava mais se sentir uma massa de empada entrando na forma cada vez que tentava cochilar nos intervalos da programação. A mais nova integrante da família, um pingo de gente, que nessa altura ainda nem conseguia se sentar, ganhou sua primeira mobília: um banquinho de madeira, brinde do vendedor, que já devia estar se auto-intitulando melhor amigo da família. As oito pessoas que cabem na mesa neste momento recebiam um telefonema avisando que haverá almoço de estréia no primeiro domingo depois que a mesa chegar. As outras que não também - lembrando que tem sofá, pufe e até banquinho disponíveis. Poderíamos continuar conjugando em quase todas as pessoas o pretérito perfeito do verbo comprar se a quarta pessoa, o namorado, fosse da família. Felizmente é apenas um agregado. Se bem que não dou três meses pra ele aparecer com uma cômoda nova, ou ao menos uma prateleira. Isso porque o personagem principal desta narrativa, a tal que inventou de comprar móveis, adora cuidar da decoração alheia. Se é que vocês me entendem!

Um comentário:

  1. Essa é tipo pegadinha. Como os personagens não têm nome, você tem que adivinhar quem é quem. Pra nós fica fácil!

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